Fala, mas joga

É bem verdade que começo de campeonato não é base pra nada. Muito menos do Paulista. Toda vez é a mesma coisa: algum time pequeno se destaca dos outros, só que do meio prá frente não tem fôlego pra continuar. Eles começam a se preparar antes, chegam com mais vontade, aquela coisa toda.

Os ditos times grandes de SP normalmente começam com mais calma, têm outras prioridades (Copa do Brasil, Libertadores) e acabam levando o Paulista “como dá”. O problema é que nos últimos anos, esses times têm levado tudo “como dá”.

O São Paulo não é mais o mesmo. Até outro dia ganhava até futebol de botão e agora, depois de anos, tem que se contentar com Copa do Brasil e Rivaldo (!).

O Santos é uma montanha russa. A cada seis anos revela uma safra de super-talentos, ganha tudo, e depois volta a ser o Santos da década de 1990: não cheira nem fede.

O Corinthians, se não ganha roubado, é milagre. Ano passado, à exemplo do Palmeiras (já falo disso), desistiu do Campeonato Brasileiro (talvez o primeiro que ganharia sem trambiques). Na última rodada, entregou tudo o que tinha ralado pra conseguir até então e sequer conseguiu uma vaga direta na Libertadores.

O Palmeiras é um caso curioso. Fica anos a fio sem ganhar nada. Quando tudo parece que vai se ajeitar, em 2009, nem o especialista em Brasileiros, Muricy Ramalho, conseguiu superar a disputa política interna do clube, no melhor estilo divisão da Itália da época de Garibaldi, e trazer o caneco após 13 anos.

Enquanto o Corinthians aposta em equipes milhonárias e pena pra empatar com o inexpressivo Tolima do Peru (que, a propósito, jogou muito melhor no jogo de ida), o Palmeiras continua apostando no bom (?) e barato. A torcida não é só carente de títulos: é carente de ídolos. Santos e São Paulo, o primeiro com mais frequência que o segundo, têm revelado jovens talentos de enxer os olhos. Quem vê Neymar, Ganso, Alan Patrik, Lucas, Casemiro e até Xandão (estes dois últimos até pouco tempo eram dois aspirantes a atletas), percebe que esses clubes fabricam dinheiro em casa.

E todo ano é o mesmo discurso: “vamos nos esforçar pra trazer alegrias”, “vamos lutar por títulos”, e tralala. Porém, Corinthians e Palmeiras, nesta ordem, sabem que a Libertadores é um sonho distante e que esse ano não lutará por títulos. Sobra discurso, falta futebol.

por C.A.

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2 responses to “Fala, mas joga

  1. Realmente começo de campeonato não é base para nada. “Os times pequenos não se destacam no começo e depois não tem fôlego para continuar[…]”, na verdade existem empecilhos bem maiores para eles não continuarem. Achei sua colocação sobre os times grandes muito supérflua para quem posta algo em um blog de tamanha qualidade de informações.
    O São Paulo não é o mesmo, isso todo mundo vê e por favor, Rivaldo é um ótimo jogador e ponto.
    O Santos teve sua época de montanha russa, mas agora eu acredito que tenha atingido sua estabilidade e pelo que estão demonstrando, vão continuar bem fortes.
    Com certeza você é um típico anti corinthiano, não tem argumento e usa a célebre frase: “Se não ganha roubado, é milagre”, é melhor avaliar este conceito e discutir com dados comprobatórios.
    O Palmeiras está em uma fase ruim sim e não pensam em mudar, da para ver isso diante da nova diretoria, somente neste ponto posso concordar com você.

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