Ronaldinho, Rivaldo e o Corinthians de Ronaldo

Por C. A.

Noite de quarta-feira movimentada no futebol brasileiro: RG estreando pelo Flamengo, Rivaldo pelo SP e o risco do Corinthians cair na pré-Libertadores.

Ronaldinho Gaúcho e o Flamengo

Está no lugar certo, na hora certa. Sem mercado na Europa, veio pro time da massa, da maior torcida. Desde Zico e Pet (por favor, sem comparações), a torcida carecia de um ídolo. Mesmo que não jogue. Mesmo que não seja brilhante. O nome vai jogar sozinho.

Prá torcida, Ronaldinho é o circo que faltava, depois do pão de 2009. Pra Luxemburgo, mais um astro em suas mãos, mais dinheiro, mais fama, e mais “eu sou foda mesmo” se vencer a Taça Guanabara. Prá diretoria, uma jogada de marketing. Não gastou 1 real para contratá-lo, e não vai gastar 1 real para mantê-lo. E ainda pode lucrar. Para seus investidores, um negócio de risco: se não for bem, as empresas vão parar de procurá-lo para ser garoto-propaganda.

E estreia hoje, pelo Flamengo. Contra um time inexpressivo. Justo, até. Porque, de acordo com Mário Gobbi, “futebol é business”. Está fora de forma e tem pela frente um time de várzea. Talvez, quem sabe.

Rivaldo e o São Paulo

Da mesma forma que Ronaldinho, não estreará contra um time grande. Justo, também. Não é mais um menino. Não se pode esperar dele o mesmo brilhantismo de outros tempos (devo reconhecer, apesar de nunca ter sido fã dele e ter sido contra suas convocações para a seleção). Talvez faça um ou dois lances bonitos. Mas somente aos olhos da torcida e da imprensa. Quem engorda a cria é o olho do criador. Mais ou menos como foi Denílson no primeiro jogo pelo Palmeiras em 2008. Outro contrato de risco, mas infinitas vezes menos impactante que RG.

O Corinthians de Ronaldo

Está difícil, leitores. Além do esforço (e do gol anulado) dos colombianos, o Tolima não é muito melhor que um time mediano do Brasil. E o Corinthians vem empatando cada jogo fácil… Tite não consegue dar suporte ao ataque, foca demais a marcação. 3 volantes contra um time tão inexpressivo? Um 352 seria mais do que suficiente: já que Roberto Carlos adora subir, Alessandro não volta e o Tolima não faz mal a ninguém, 3 zagueiros e 1 volante dão conta do recado. E agora, um pouco mais difícil. Roberto Carlos está fora. Fábio Santos vem pro jogo. Bem menos ofensivo que o titular. O 442 parece o mais justo, ou o 433 que parece dar certo no Corinthians. Mas sem tantos volantes. 1 basta. 1 meia. e 1 médio-avançado. Com Bruno César em má fase, e Paulinho surpreendendo às vezes, o Corinthians terá que apostar na boa vontade (e só) de Dentinho, no talento de Jorge Henrique (o melhor do time), e torcer pra Ronaldo se mexer um pouco. O Tolima pode até segurar o empate, mas se tomar um gol, não consegue outro. Se eu fosse Tite, iria com tudo pra cima deles.

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4 responses to “Ronaldinho, Rivaldo e o Corinthians de Ronaldo

  1. Pingback: …e o Tolima levou « Futebol e memória·

  2. O principal desafio do Corinthians é o medo de perder a classificação e estragar um ano que mal começou… e bota medo nisso o.O

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