O pití do Dagoberto

De jogador mimado o futebol está cheio. Até Neymar amadureceu (nem tanto, mas amadureceu) e Dagoberto parece que não aprende nunca. Já não é o mesmo jogador dos tempos de Atlético-PR há muito tempo, e técnico após técnico, ninguém consegue encontrar um lugar pra ele no time do SP. Indisciplinado tanto tática quanto tecnicamente, além de desobediente, não atua bem nem como ponta nem como centroavante. E recentemente trocou farpas com Carpegiani.

Dagoberto desde que chegou ao SP não enche os olhos de ninguém. O torcedor, por mais fanático que seja, há de convir comigo que ele não é o sonho de nenhum treinador.
Quando era jogador do Atlético-PR, despertou interesse do clube atual e do Palmeiras, foi disputado, concorrido, até que optou pelo time do Morumbi. Atuou ao lado de grandes jogadores, mas ficou acomodado. Hoje não pode almejar um clube da Europa, uma vaga na seleção, e só é titular do São Paulo por falta de opção. Mas quando Lucas voltar talvez volte para o banco.

Taticamente, Dagoberto não é lá muito útil: não tem habilidade pra jogar na armação, não levanta a cabeça pra poder jogar de ponta e está longe de ser um centroavante ou pivô. Recebe constantes reclamações dos companheiros porque é individualista e, o pior, não sabe driblar, com isso perde a bola com frequência. Claro, não ajuda na marcação.

Tecnicamente não tem muitos atributos que justifiquem seu salário: há muito tempo não faz um gol e não é bom driblador. Além de, por jogar com a cabeça baixa, ter uma visão de jogo muito limitada.

Disciplinarmente ele nunca foi um primor de respeito. Perdi as contas de quantas vezes já ouvi treinadores, dirigentes, árbitros e jogadores reclamando dele. Parece ser um garoto mimado, daqueles que não aceitam que estão errados. Como disse Luxemburgo sobre Lenny: criado pela avó. No jogo contra o Santos, passei 90 minutos tentando descobrir qual era sua função em campo. Até que tive um insight: pedir falta. Foi só isso que Dagoberto fez durante 90 minutos. Qualquer trombada, encontrão, chute, tudo era motivo para ele cair no chão e reclamar. Quando pega um juiz que não marca falta por qualquer coisa (quem dera todos fossem assim), Dagoberto faz o quê? Senta e chora, como mostrava a câmera toda hora.

Recentemente, Dagoberto protagonizou uma cena de indisciplina e insubordinação com Carpegiani. O treinador o queria jogando de certa maneira. Pediu, pediu e pediu novamente. Dagoberto não atendeu. Até respondeu com grosseria como se dissesse “porra! Será que você não percebe que isso é burrice?”. E Carpegiani virou uma fera. E com razão. E foi até humilde demais quando disse “posso não ser um grande treinador, mas exijo respeito, pois não desrespeito ninguém”.

Não importa o que você pensa, Dagoberto. Você é um subordinado. Quem manda é Carpegiani. Se você acha que ele está errado, conversem depois do jogo. Mas faça o que seu superior manda. Eu, no lugar da diretoria, encontraria uma saída para Dagoberto, que não traz benefícios para o clube dentro de campo e ainda causa mau estar no grupo. Porém, não sei qual poderia ser seu destino, já que  não tem espaço na Europa e nenhum time grande parece quere-lo. Talvez seja o fim precoce de sua carreira, e tente a sorte em algum time de menor expressão. Mas, diga você, Dagoberto, o que você quer?

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2 responses to “O pití do Dagoberto

  1. Concordo com a questão da indisciplina, e que o jogador não correspondeu às expectativas criadas no começo de sua carreira, mas discordo do ponto de que o jogador não tem muita utilidade tática e é questionado pela sua “falta de habilidade”.

    Como São Paulino, considero ele titular absoltuo. Acho uma ótima opção para a equipe jogando aberto, sabe entrar em diagonal, consegue jogar num espaço reduzido, tem velocidade e auxilia a abrir a defesa adversária. Acho ele um bom driblador sim e quanto ao individualismo (que existe realmente) divido a culpa entre ele e a completa falta de opções apresentadas pelo São Paulo no seu campo ofensivo. Convenhamos que isto não é de hoje. Na maioria dos jogos o ataque tricolor sofre com a ausência da chegada de alguém. Sente falta do Hernanes assim como o Corinthians hoje sente a do Elias. Mas para o tricolor é pior porque mesmo com tanto tempo passado ainda não conseguiu uma peça que possa fazer sua função.

    Jean é subaproveitado, Marlos e Ilsinho podem chegar mais a área, mas qual a melhor opção? Vemos esperar e ver

  2. a gente postou praticamente na mesma hora…

    Dagoberto só tá no SPFC pq ele não aceita proposta de fora, a diretoria quer se livrar dele há um tempo já…

    quando jogava no Atlético-PR era um grande jogador, hoje… sei lá.

    e olha que o SPFC gastou uma grana pra contratá-lo hein…

    eu acho que ele vai acabar num centro de menor expressão no BRasil ou no Leste Euroupeu ou no mundo árabe.

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