Estatuto saindo do forno do Peixe

Ta jóia!

Em 2009, Luis Álvaro Oliveira Ribeiro foi eleito presidente do Peixe pela chapa “O Santos pode mais” encerrando, assim, um mandato que passaria já de 10 anos. A ditadura do cada vez mais rico Marcelo Teixeira começou bem, trouxe gente nova pra Vila Belmiro, montou – bastante sem querer – o time campeão de 2002; organizou o time campeão de 2004 – depois de uma derrota na Libertadores 2003. Mérito dele também foi trazer jogadores como Zé Roberto e dar base para o bi-campeonato no Paulista 06/07. Mas, afora isso, o único feito dele foi reformar a sala da presidência e vender por preço de pinga nordestina altas porcentagens das jóias da base.
Eleito, Luis Álvaro arejou a diretoria e administração. Preencheu os cargos não com amigos e comparsas, mas sim com pessoas capacitadas, de currículo e histórico comprovados. Montou junto a investidores – todos santistas – o grupo Terceira Estrela, inovador na medida que pretende manter os jogadores no time ao invés de vendê-los na que primeira boa proposta.
Vamos ver as mudanças todas nessa tabela:

Foto:Jornal A Tribuna/Ted Sartori, publicada no Pontape.Net/Santos

Por Bruno Jeuken

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2 responses to “Estatuto saindo do forno do Peixe

  1. Descentralizar foi legal? Foi.
    Mas há que se ver os perigos disso a longo prazo. O Grupo GUIA, base da Terceira Estrela, é formado por investidores e Conselheiros do clube e, podemos supor, têm bastante influencia sobre a administração do LAOR, que sempre se colocou como porta voz deste grupo. Nem todas as ações da administração atual tem sido transparente com os associados e nem tudo o que foi prometido se cumpriu. O LAOR também teve sua parcela de sorte com o time que teve no Paulista do ano passado, ainda que ele tenha sido orquestrado devido à melhor decisão do clube: a contratação de Dorival Jr.

    Meses depois, Wesley e André foram vendidos (a preços razoáveis, é verdade, considerando-se a curto prazo, mas péssimos a longo), como haviam sido mal-vendidos anteriormente Elano e Diego. Se foi capaz de segurar Neymar, Teixeira segurou Robinho por um bom tempo – até o jogador fazer manha, coisa que seu discípulo não fez.

    Acho que a administração do LAOR é boa para afastar os velhos vícios da administração aristocrática dos Teixeira, aburguesando-a. Aproximar ainda mais o grupo GUIA/Terceira Estrela do poder é aumentar a quantidade de interesses a influenciarem os processos de decisão dentro do clube, mas, ainda assim, isso não é garantia de termos um clube bem governado. Temos que ver no que dá, ainda, pois, no final das contas, podemos estar trocando uma ditadura familiar por uma ditadura parlamentar.

    • Você tem razão. Muito bom seu comentário. Eu podia realmente ter falado que o Teixeira conseguiu segurar o Robinho e tudo mais….
      Só não acho que essa nova gestão possa tornar-se uma ditadura. Ela, a gestão, anda espalhando bastante o poder. Eles podem ficar na situação durante vinte, trinta anos, mas não com uma pessoa só como “primeiro ministro” (:

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