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Luan comemora

Felizes, Palestrinos? Um resultado falso: cuidado!

Contra um adversário mais do que frágil, o Palmeiras conseguiu na noite desta quarta-feira a classificação antecipada para a próxima fase da Copa do Brasil. Luan, em noite de muitíssima inspiração, comandou a vitória palmeirense e de quebra deu uma dor de cabeça daquelas boas para Felipão.

Pré-jogo

Como eu sempre defendo, o pré-jogo é fundamental. A tática a ser usada garante metade do resultado. Felipão sabe disso. Vendo o campo parecendo um mangue, abriu mão do time que vinha utilizando e colocou uma equipe mais pesada para entrar jogando: sacou Cicinho, Gabriel Silva, Adriano Michael Jackson e o esquema 3-5-2 e os substituiu, respectivamente, por Márcio Araújo, Rivaldo, Luan e 4-4-2, e ainda colocou Chico no meio campo.

Menção honrosa

Vocês sabem quem é Luan? Ele jogava no São Caetano, estava encostado na França, foi oferecido ao Palmeiras ano passado. Felipão deu a ele a função de ponta e ontem simplesmente destruiu em campo. Correu, lutou, brigou, driblou, criou, chutou, marcou, fez gol… Provavelmente até fez chover, porque a chuva que caiu não foi brincadeira, não!

A coluna espinhal

Deola, Danilo, Marcos Assunção, Valdívia e Kleber. Se eu fosse um treinador a jogar contra o Palmeiras, armaria meu time em função destes jogadores. Deola é a prova definitiva que a escola de goleiros do Palmeiras é inigualável. Danilo faz o feijão-com-arroz e garante a defesa da defesa. Marcos Assunção que já foi até seleção brasileira é a experiência e o vigor necessários para o meio campo. Valdívia não chega a ser o camisa 10 original, mas ainda é ele que rege o ataque. Kleber, apesar de não ser centroavante, tem feito sua parte e é de encher os olhos o seu futebol. Ele e Valdívia se entendem do meio prá frente. Foi dele a pá de cal no jogo de quarta após Luan garantir a classificação.

Falso positivo

Mesmo que Felipão seja “o cara” em mata-mata, o time do Palmeiras é limitado. 5-1 contra o Comercial-PI e 4-0 quarta não refletem a realidade. São adversários inexpressivos, e ambos tiveram expulsões. Lembrem-se que, contra o SP, também houve uma expulsão (Alex Silva) e o Palmeiras não conseguiu tirar proveito disso: parecia que continuava 11 contra 11. Então, atenção: que estes jogos babas sirvam de “treinamento” para maiores desafios. No Campeonato Brasileiro (e até mesmo nas competições que o time de Palestra Itália disputa) há adversários muito superiores. Vai ser preciso mais do que Felipone para começar a década com uns troféus.

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