Poderia ser melhor?

Tanta coisa aconteceu, tantos fatos se sucederam e o fim de semana do tricolor paulista vai ficar para a história.

Habemus Camisa 9

Antes de falar do clássico, a euforia já tomava conta com a chegada de Luís Fabiano. Revelado na Ponte Preta, debutou como profissional em 97, chegando ao tricolor paulista em 2001 após passagem pela França.  Pode almejar  ser o maior artilheiro da história do clube (tem 118 gols, ainda beeeem atrás de Serginho Chulapa, que tem 242). É um daqueles 4 ou 5 jogadores que todo time teve ou tem, que proporciona aos fãs a sensação de que tem alguém que “veste a camisa”, que se identifica com o clube, que, mesmo profissional, partilha dos sentimentos de paixão e admiração que inspiram os torcedores em volta de um mesmo estandarte. Ficou a lembrança dos gritos de seu nome no Morumbi, da garra e poder de finalização que sempre mostrou vestindo as cores do SPFC. Uma história que provavelmente deve continuar em um novo capitulo a partir de agora. Tem tudo para dar certo na minha opinião.

No Emirates Stadium, na vitória da seleção Brasileira sobre a Escócia por 2 a 0, os são paulinos também viram, além do belo jogo de Neymar, a boa estreia de Lucas com a amarelinha (que fica ridícula com aquela faixa verde no peito). Partia pra cima, impunha sua habilidade e velocidade, fez tudo que se esperava dele.

Já na Arena Barueri, o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1, num jogo emocionante que valeu mais pela vontade do que pela técnica. Especialmente no segundo tempo, após o gol corinthiano marcado num belo chute de Dentinho, a partida esquentou e em alguns momentos quase descambou para violência. 3 expulsões (Alessandro, Dentinho e Dagoberto rodaram nessa) justas ao meu ver e uma boa atuação do árbitro Guilherme Ceretta, que não deixou os pontapés dominarem a partida. Bons desempenhos de Dentinho e Ralf no Corinthians, e de Jean, Carlinhos Paraíba e Dagoberto no São Paulo (este aliás, vem fazendo um ótimo ano, mostrando que tem bola para ajudar muito o time. Só precisa manter a cabeça focada no futebol…).

Mas de tudo que ocorreu, o assunto do dia fica para o 100º gol de Rogério Ceni com a camisa tricolor. Não dá pra passar incólume por este episódio. Idolatrado pelos são paulinos, nos outros clubes possui o respeito e admiração de uns, e o desdém e a raiva de outros. Em toda a trajetória profissional deste jogador revelado no Sinop-MT, nunca podemos questioná-lo no quesito seriedade, comprometimento e entrega. A identificação veio com o tempo, sendo trabalhada no dia-a-dia, desde quando era reserva de Zetti, passando pelo primeiro gol contra o União São João, chegando à seleção brasileira e ao Mundial Interclubes em 2005, onde certamente fez o melhor jogo de sua vida, exatamente quando a equipe mais precisou. Realizou tudo que se esperava de um goleiro e ainda mais. O fato de ser um excelente cobrador de falta serviu de diferencial para sua carreira, mas era apenas um bônus para o ótimo goleiro, líder e capitão de uma time tão vitorioso.

Em Nome de todos os São Paulinos, me rendendo a “breguisse” do momento: obrigado Rogério. Nós te exaltamos!

Todos tem goleiro, só nós temos Rogério Ceni! Frase arrogante mas que cabe na ocasião...

POR YURI MOLEIRO

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