Santos 0 x 1 Palmeiras, na visão de um palmeirense

 

Kleber Neymar

Sai fora!

Felipão levou mais uma, Palestrinos.

Não há como negar: além de tirar leite de pedra e fazer chover, pode colocar na conta de Felipão algumas das vitórias deste ano do Palmeiras. E a deste domingo foi dele.

Pra quem tem Thiago Heleno, Rivaldo e Márcio Araújo, foi 1 x 0 com gosto de goleada.

Os times

Que o Santos é bem superior ao Palmeiras, isso nenhum brasileiro discute. O elenco alviverde não tem nenhum Neymar, PH ou Elano. Quando o Santos resolve revelar jogadores, é de baciada. Eles vão facilmente parar na seleção brasileira e o clube consegue fazer dinheiro farto com eles muito fácil. Por outro lado, o Palmeiras, que quase fechou as categorias de base ano passado, tenta engatinhar lançando a molecada aos poucos. Obviamente que Felipão tem muito a ver com isso: ele que foi lá buscar uns moleques pra compor o elenco e os tem colocado aos poucos pra jogar. Está longe de ser uma referência como o São Paulo e o que tem tudo pra vir a ser como o Santos. Porém é bom saber que alguém se preocupa em fazer dinheiro com os pratas da casa. Pra compensar essa deficiência, a escola de goleiros do Palmeiras é, talvez, a melhor do mundo. E muito disso se deve a Carlos Pracidelli, que revelou Velloso, Sérgio, Marcos, Bruno, Deola e acompanhou Felipão no Palmeiras, Cruzeiro, Seleção, Chelsea e, agora, para o bem da nação, de volta ao Palmeiras.

O jogo

Um clássico bonito, caros leitores. Nada de retranca dos dois lados. Isso que é importante. Os dois times buscando a vitória o tempo todo e um show das duas defesas. Jogaram de igual pra igual. Tanto é que qualquer que fosse o resultado seria justo.

No primeiro tempo os dois times tiveram 1 gol anulado pra cada lado. O do Santos, a meu ver, dificílimo de se ver. Me pareceu que não estava impedido. Se não tivesse marcado nem caberia reclamação. Vendo no computador, se estava ou não estava, o auxiliar nem deve ser cobrado caso tenha errado. Se errou, foi por centímetros, e na velocidade do jogo e da jogada, era quase impossível acertar. O gol anulado do Palmeiras foi claro. Impedimento óbvio.

Com uma proposta de marcação por zona, a meu ver muito inteligente da parte do Felipão, pois o sistema de defesa do Palmeiras é muito mais lento do que o de ataque do Santos, PH, Elano e Neymar pouco conseguiram fazer. O tempo todo esbarravam em obstáculos que ocuparam o campo todo. Porém, a preocupação com a defesa, muito importante e crucial, no meu entendimento, pois do outro lado havia muitos jogadores rápidos, habilidosos e de seleção, o ataque ficou frágil. Compreensível: jogávamos na casa do adversário contra um adversário forte.

Logo no primeiro tempo Felipone sacou Adriano, que obviamente saiu chateado, porém seria importante que ele soubesse que o problema não era com ele, e colocou Luan. Quase 6 por meia dúzia. A diferença é que Luan armou uma correria pra cima do Pará, apagado em campo, e abriu espaços na defesa adversária. Foi por este espaço que Patrik, de cavadinha, lançou Kleber que acertou com precisão o tempo da bola e estufou as redes com categoria.

Ao contrário do que acontece de costume, o time não acomodou após o resultado quase no fim do jogo e continuou a marcação forte, segurando como dava os ataques cada vez mais frequentes do Santos que, diferente do que é costumeiro nesse futebol moderno, não atacou rifando a bola ou no bumba-meu-boi. Atacaram com inteligência e com o que tinham de melhor, tocando a bola, cruzando, subindo ao ataque…

Resumindo

Felipão falou, gritou, posicionou os jogadores e a defesa. Como sempre digo, a tática é metade do resultado. Num jogo como este, o ponto principal era anular Neymar, PH e Elano. Sem a espinha dorsal, o Santos vira um time comum. Felipão sabia disso. E colocou seus homens com o propósito de anula-los. O jogo foi ganho coletivamente, sem nenhum destaque individual. Porém, a meu ver, todos ficaram acima da média.

E agora?

Ainda não somos campeões. Enfrentar Corinthians, São Paulo ou Santos nas fases finais ainda é muito perigoso, serão novos jogos, nova postura, nova vontade de todos os lados. Então, não tem nada ganho. Ok, líderes, mas isso não nos torna campeões.

Per Sempre Palestra.

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