Campeonatos Europeus na Reta Final (Parte 7/7)

Com os campeonatos nacionais na Europa chegando ao fim, achei interessante fazermos uma análise rápida do que aconteceu em suas principais ligas até então.

Agora, para encerrar, algumas informações sobre as ligas de menor expressão:

CAMPEONATO HOLANDÊS:

A Eredivisie (nome da primeira divisão do nacional) conta com 18 times, classifica seu campeão direto para a Champions League e o vice para o qualify. Este ano a disputa é acirrada: o Twente – atual campeão – vem em primeiro com 64 pontos, o PSV Eindhoven em segundo com 62 e o Ajax logo atrás com 61. Com 4 rodadas para o fim, tudo está aberto!! O líder perdeu a chance de abrir vantagem ao empatar com o Roda na última rodada em 1 a 1, mas contou com a ajuda do PSV que também vacilou ao também empatar com o Heereveen (culpado por projetar o atacante Afonso até a seleção… ou seria o Dunga?) por 2 a 2. Melhor para o Ajax, que venceu o Groningen, abriu 7 pontos para o quarto colocado e colocou fogo na disputa pelo título. Dificilmente sairá da mão de um destes 3…

Minha aposta...

Twente e PSV ainda têm como preocupação o compromisso pelas quarta-de-final da Europa League – talvez o Twente vá apenas cumprir tabela, pois no primeiro jogo o Villareal enfiou uma sonora piaba nos holandeses: 5 a 1 – o que dá mais tempo de preparação para o Ajax… O PSV ainda encara o clássico contra o Feyenoord e o Twente sai de casa para enfrentar, na última rodada, o Ajax na Amsterdã Arena. Muito ainda pode acontecer na briga pelo título!!! Destaque negativo para o AZ Alkmaar que ficou longe das chances de título este ano e para a horrorosa temporada do Feyenoord, décimo primeiro colocado, que nos últimos anos não tem mostrado a força de antigamente.

CAMPEONATO TURCO:

A Turkcell Süper Lig (nome da competição, graças ao patrocinador) conta com 18 equipes em que o campeão vai à Champions League e o vice disputa o qualify. Nos últimos anos contando com grandes investimentos, o campeonato cresceu bastante, ganhando em visibilidade e projeção. Entretanto, isto não ocorreu da forma mais ordenada. Como numa espécie de “bolha”, os clubes se endividaram e a Liga paassou a encontrar graves problemas financeiros. De fato, teve prejuízo recentemente. Diminuindo os gastos e tentando aumentar receitas, esta foi a “temporada do arrocho” para alguns, mas não impediu a competição num dos nacionais com maior rivalidade em toda Europa. Rivalidade que muitas vezes flerta com a violência.

Este ano a liderança vem sendo ocupada alternadamente pelo atual detentor da ponta, o Trabzonspor, time que cresceu nos ultimos 3 anos, e o tradicional Fenerbahçe, tão conhecido aqui e que já contou com 6 brasileiros no seu time titular simultaneamente. O primeiro tem 66 e o segundo, 64 pontos. Como o terceiro colocado – o Bursaspor – 12 pontos atrás, não ameaça, a taça ficará nas mãos de algum dos dois primeiros. Os canários – alcunha do Fernerbahçe – parecem dispostos a lutar até o fim e devem apostar na tabela do adversário, que ainda enfrenta o terceiro e o quarto da competição em plena busca por uma vaga na Europa League. Destaque negativo para Besiktas e Galatasaray, times de grande torcida mas que este ano não corresponderam. O Besiktas ainda almeja uma vaga na Europa League, já o Galatasaray, que já teve Elano e Taffarel, deve se contentar em escapar do rebaixamento.

Campeão depois de 27 anos? Se o Fernerbahçe não impedir...

CAMPEONATO UCRANIANO

Conhecida como Vischa Liha – em ucraniano – a competição tem 16 clubes e classifica o campeão para a Champions e o vice para o qualify. Com o fim da URSS, o mercado da bola passou a crescer firmemente sobre o Leste Europeu. Na sua gestão como presidente da UEFA, Michel Platini ajudou a consolidar este processo. Teremos a Eurocopa de 2012 disputada na Polônia e  na Ucrânia, e uma Copa do Mundo na Rússia. Nesta década os ex-países soviéticos, principalmente Rússia e Ucrânia, conseguiram organizar-se em termos de infraestrutura e economia, o que marcou o ressurgimento de um futebol realmente profissional, com equipes ávidas por tornarem-se competitivas. Junte isso à estrondosa injeção de recursos no esporte feita por bilionários nascidos das ruínas do gigante comunista (grandes empresários, donos de empresas de energia, petrolíferas, refinarias, construtoras, quase sempre ligados ao setor primário da produção industrial e com conexões algumas vezes bastante suspeitas no governo…) e temos uma liga emergente e rica.

Dono do Shakthar Donetsk, Rinat Akhmetov tem fortuna avaliada em R$ 25,2 bilhões pela revista Forbes.

Nesta edição, o  semi-brasileiro Shakthar Donetsk vem para confirmar seu Bicampeonato – venceu também ano passado – e conquistar seu hexa na história do nacional. Tem 11 pontos à frente do maior rival, o Dinamo de Kiev, com 5 rodadas para o fim. No dia do trabalho (1º de Maio) disputam o maior clássico nacional na casa do Dinamo, mas é bem capaz que até lá o máximo que o time de Kiev possa fazer é carimbar a faixa do adversário. A superioridade da equipe de Donetsk este ano foi incontestável!! Fora isto, o Metalist – de Taison  e Cleiton Xavier – e o Dnipro disputam o posto de terceira força do país com vantagem para o Metalist, 3 pontos atrás do segundo. Sem destaques negativos desta vez, mas menção honrosa para o Metalurh Zaporizhya, último colocado com espantosos 9 pontos em 23 jogos… que proeza!

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Poderia falar – pela importancia comparável – do Campeonato Russo, mas este está longe da reta final (estamos na 4ª rodada, calendário diferenciado graças ao inverno) e do Grego, que tem o problema inverso. A uma rodada do fim, já conhece há um tempo seu campeão: o Olympiakos, Penta de 2005 a 2009, sequência interrompida pelo Panathinaikos temporada passada. Destaque negativo para a violência entre as torcidas no último clássico entre as duas equipes (uma das maiores rivalidades do mundo certamente… você sente toda a tensão no ar vendo o vídeo da partida).

Bem, terminada esta série, agradeço aos que acompanharam, enviaram informações novas e corrigiram as erradas. Muito obrigado.

POR YURI MOLEIRO

 

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4 responses to “Campeonatos Europeus na Reta Final (Parte 7/7)

  1. AAH! O Cruyff (olha ele lá em cima no panteão) ta fazendo um trabalho no Ajax semelhante ao que ele fez no Barcelona. Só que agora como dirigente. Muito cartola já saiu por causa dele. A ideia é fazer um trabalho nas categorias pra cima. Algo realmente parecido (ou igual) ao Barcelona, que treina absurdamente todos os jogadores para serem polivalentes e depois vão definindo as posições…sempre focados num futebol bonito e bem jogado.
    Vale no comentário, ainda sobre o futebol holandês e sobre o trabalho do Cruyff, que aquela seleção de 74 em que os jogadores não tinham posições fixas, ficavam “rodando no carrossel” marcou muito o Cruyff e a gente ve isso no Barcelona de hoje (completamente por culpa dele e talvez também o Rijkaard): volta e meia até o Valdez é acionado, tipo um líbero, o Piqué faz gol, o Busquets faz gol, o Xavi faz gol, o marcação de saída de bola começa com o MESSI!!!
    Sacou o paralelo?

    Vou fazer um post sobre isso…alguém me ajuda?

    Bruno Jeuken comentando de novo!

  2. Onde você foi buscar as informações?
    Mandou bem demais nessa série de posts, Yuri!
    Parabéns mesmo, cara!

    Você há de ser o primeiro contratado do blog por um peixe grande!

    Bruno J.

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