Futebol…é esse o nome do jogo.

Esse blog anda sendo usado como válvula de escape. Um parceiro daqui vem reclamando da mídia, dos torcedores, dos jornalistas. O negócio dele é reclamar – algo natural, já que torce para um time que não ganha um título de verdade desde a Libertadores de 99 (nada contra, já que eu passei 10 anos sem ver meu time ganhar nada…e também reclamava a beça).

Mas o nome do blog é “FUTEBOL E MEMÓRIA”, por isso de vez em quando falamos também de futebol e lembramos, vez ou outra, de algum time das antigas, de um jogador sensacional, de um técnico brilhante…

Acontece que, agora, enquanto eu escrevo e enquanto você lê, algo muito grandioso está acontecendo. Um desses grandes times com jogadores sensacionais e um técnico brilhante está atuando ao alcance de nossos olhos – mesmo que só pela televisão, computador, celular…

O assunto hoje é a dupla Barcelona e Real Madrid…

Nós todos estamos degustando a série de quatro jogos entre Real e Barcelona. De um lado, um time caro, com o melhor técnico do mundo, um time de números, de objetivos e resultados, um time de futebol pragmático. De outro, um time que trabalha árduamente para formar jogadores ao gosto da casa, com muito cuidado na hora de contratar, com um técnico detalhista e que envolve o grupo…um time de futebol encantador.

Como eu disse alguns posts atrás, o Barcelona perdeu a Copa do Rei quando goleou o Real Madrid por 5 a 0. Naquele jogo, o melhor técnico do mundo, Mourinho – observador e estrategista (prepotente e arrogante) -, viu que não poderia jogar de igual para igual contra o (façamos justiça) melhor time do mundo. No primeiro jogo dessa série de quatro, pelo espanhol, Mourinho fechou o time – o que levou Di Stéfano, ídolo eterno do Real, a dizer que os blancos jogaram como ratinhos contra um leão -, só foi tomar gol de penalti e acabou empatando com um outro também de penalti (que na verdade nem existiu). Dias depois, pela final em jogo único da Copa do Rei, mesmo esquema: time bem protegido, saindo pouco, deixando o Barça ter a posse de bola que quisesse mas sem deixá-lo transfomar isso em perigo. Numa bola cruzada, Cristiano Ronaldo fez, de cabeça, o gol do título – que o Real não ganhava desde 1993, e que fez de Mourinho o único a ganhar Copas nacionais em quatro países diferentes.

Com um empate difícil e um título perdido, muitos já começaram a falar que o estrategismo de Mourinho iria por o Barcelona no bolso. Muitos já começaram a desmerecer Guardiola. E quando ficamos sabendo que Iniesta não iria jogar e Puyol iria ser o lateral-esquerdo? As fichas dos mais precavidos passaram a ser apostadas no Real Madrid.

Ontem, mesmo desfalcado, o Barcelona soube jogar. Da mesma forma que Mourinho sacou o Barceona, Guardiola sacou o Real Madrid. Os blaugranas continuaram mantendo a posse de bola, o Real Madrid continuou assistindo, sem se arriscar muito. O Barça seguiu paciente enquanto o time da casa foi perdendo a paciência. E Pepe recebeu muito merecidamente um cartão vermelho – depois de uma botinada. Deu uma de Borges! Em um bate boca Mourinho também foi expulso, teve que ver o jogo da arquibancada passando instruções por papel.

Guardiola contou com a “sorte”: Pedro, machucado, saiu para a entrada de Afellay. Esse mesmo Afellay correria depois pela direita e cruzaria para Messi marcar o primeiro. O jogo seguiu tenso, mas o Barça com um jogador e um gol a mais teve maior superioridade. Foi quando Messi pegou a bola na intermediária, driblou quatro adversários de uma das melhores defesas do futebol e tirou da jogada o goleiro campeão do mundo. Golaço, de placa, de gênio – mas mérito também a Guardiola que sabe posicionar o craque.

Dois a zero, na casa do adversário. Mas não cravo Barcelona na final, porque Mourinho é um técnico de títulos que trabalha como se jogasse xadrez. Mas, Mourinho, cuidado…o nome do jogo ainda é Futebol.

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2 responses to “Futebol…é esse o nome do jogo.

  1. Eu não diria que eu concordo com a crítica mais pesada que o Rica Perrone, por exemplo, fez dirigida especialmente ao Mourinho, mas que respingou no Muricy e no Parreira, também.

    Eu acho que existem várias formas de se jogar futebol dependendo do elenco que você tem nas mãos, do tempo de entrosamento, do tipo de jogo, etc, etc, etc… e jogar “covardemente” é uma delas.

    Eu acho que é de consenso geral que hoje o Barcelona é não só o melhor time do mundo, mas 1 dos melhores da história. Então, enfrentá-los de peito aberto, mesmo que vc tenha Cristiano Ronaldo, Ozil e Di Maria no elenco, é suicídio.

    Então eu não tenho nenhuma crítica ao Mourinho… ele já bateu esse Barça ano passado com a Inter e esse ano na Copa do Rei, estatisticamente falando era quase impossível que ele vencesse de novo, ainda mais contra o Barça.

    Então eu não o acho covarde nem acho que ele tenha que ser simpático com ninguém… ele faz o trabalho dele e faz bem, e pronto.

    Só pra fechar… eu definitivamente não concordo com as reclamações da arbitragem que ele fez.

    Ele mencionou as semis no Stamford Bridge em 2009… essas eu concordo, aquilo foi um absurdo.

    Mas o jogo de ontem foi absolutamente normal.

    • Eu concordo que ele fez o jogo dele. Concordo que se defender também é um jeito de jogar futebol e, nesse caso, de ganhar. Mas o Mourinho é um técnico que faz isso, às vezes, em detrimento do futebol, dos 90 minutos de futebol. É isso que eu critico. Tanto que no dia seguinte à Copa do Rei dei méritos totais a ele.

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