Vencedores mesmo quando derrotados

Jogamos como nunca. Perdemos como sempre.

Esta frase, de autoria do meu pai, caberia muito bem ao jogo de ontem, pois o Palmeiras jogou MUITO. E isso não é olhar de apaixonado. Até torcedores de outros times e os narradores da Globo (não que a opinião deles valha alguma coisa, mas como bem se sabe a emissora é um lambe-saco do time da Marginal, sem número, que dá nojo!) concordam comigo.

A frase não cabe porque nós não perdemos como nunca: foi o Corinthians que ganhou como sempre. Nas palavras de Milton Neves: com a ajuda do apito amigo.

Pré-jogo
Na tarde de sexta feira, 29 de abril, ocorreu o “sorteio” que definiu Paulo César de Oliveira como soprador de apito do clássico.
Na manhã de sexta feira, 29 de abril, o Jornal da Tarde, por meio de um dos jornalistas com mais credibilidade do país, Luiz Antônio Prósperi, noticiou que o soprador de apito do clássico seria Paulo César de Oliveira.
Qualquer palavra que eu diga agora é desnecessária. O leitor pode tirar suas próprias conclusões.
Mas, por favor, não sejam ignorantes como o que aconteceu aqui.
Este foi o primeiro soco no estômago.

O jogo
A emoção começou já nas escalações: ambos os times completos. Nenhum dos dois era nenhum primor de qualidade, mas o Palmeiras completo é superior ao SCCP completo.
Começou como todo Palmeiras e SCCP deve ser: encarado como uma guerra! Pois não se deve ter piedade dos galinhas. Devem ser tratados com todo o desprezo e desdém que merecem. Aos 5 min de jogo já era possível ver o que seria o jogo: Kléber já apanhava como um condenado, já havia tomado amarelo, 3 faltas até então (todas a favor da gambazada) e uma falta (fora da área, é verdade) não marcada sobre Kleber. Este amarelo nem um juiz com 8 graus de miopia daria. Foi uma trombada. Mas sabe como é, né? É o Kleber… O SCCP bateu mais que pau de pilão e ficava nisso só.
Aos 20min do primeiro tempo, o segundo soco no estômago: Valdívia (o melho disparado em campo) pede pra sair. Lincoln vai pro aquecimento.
Quase ao mesmo tempo, o terceiro soco no estômago: Danilo dá um carrinho criminoso em Liedson (com justiça, acredito) e Liedson enterra as travas da chuteira na canela de Danilo. Só um foi expulso. Adivinha quem. Senta Lincoln, sai Valdívia, entra Leandro Amaro.
Felipão, até calmo demais, a meu ver, reclamava da arbitragem. Aí, o moleque mimado do Tite criado no apartamento da vó em São Paulo começou a dedar o coleguinha pro juiz. Felipão fazia gesto de que PCO estava roubando, e adivinha quem foi expulso. Quarto soco no estômago.
Pouco depois, o quinto soco no estômago: Cicinho cai. Sai, entra João Vitor.
Com a desvantagem de 1 a menos, o Palmeiras não recuou. Pressionou e dominou os espaços. O Corinthians, incompetente, não teve capacidade de fazer valer o jogador a mais. O moleque mimado não percebeu que só tinha Kleber no ataque e continuou com 2 zagueiros e 2 volantes.
No meio do segundo tempo, em uma série de faltas e escanteios cobradas por nosso Kid Bengala Marcos Assunção (com uma defesa heroica de Júlio Cesar e uma bola no travessão), Leandro Amaro cabeceou para dentro das redes. O Pacaembu ficou pequeno. Parecia um desconto por todos os socos no estômago que tínhamos tomado até então. Parecia dizer “vocês são moleques! MOLEQUES! Compra juiz, expulsa meio mundo, mas são MOLEQUES!“.
Quase em seguida, num escanteio para os marginais, a defesa alviverde falhou e o SCCP fez 1 x 1.
O jogo ficou tenso até o final. O Palmeiras, em desvantagem numérica, parou de se arriscar tanto, apostando nos contra-ataques no erro do SCCP que, medroso, nem sequer chegava à área palestrina.
Ontem foi o jogo mais emocionante desde aqueles pênaltis nas Libertadores de 99-2001. Digno de um clássico. Digno de um Palmeiras x SCCP.

As cobranças de pênaltis
5 cobranças alternadas, todas indefensáveis. Infelizmente, do nosso lado, só tínhamos Assunção. O ideal seria ele bater as 5, mas, né?, Sem Valdívia, Danilo e Cicinho, as prováveis 3 apostas de Felipão para as cobranças, o bigodudo apostou em Luan, Kleber, Assunção, Márcio Araújo e Thiago Heleno. Eu vendo cada um dos verdes ajeitando a bola, me lembrou DEMAIS as disputas por pênaltis nas Libertadores de 99 a 2001 (para os marginais: Libertadores é um torneio entre clubes de diferentes países da América do Sul. Vocês  já estiveram lá umas vezes, lembra? A gente eliminou vocês em 99 e 2000, aí em 2001 vocês ficaram com medinho e nem disputaram). Felipão colocou seus homens de confiança que, coincidência ou não, eram os mesmos da época (guardadas as devidas proporções): Evair, Paulo Nunes, Arce, Zinho, Alex e César Sampaio.
Foram 10 penalidades perfeitas. Indefensáveis. Do jeito que pênalti deve ser batido: à meia altura, firme, forte. Até que uma galinha resolveu dar a cavadinha no meio do gol. O “desconhecido” Márcio Araújo fez o mesmo. E aí, cadê a gracinha agora? Felipão também foi muito feliz em escolher Thiago Heleno pra bater: dispensado pelo time da marginal, enfiou um canudo que, se pega no Júlio César, Mama Mia!, teríamos um acidente bem grave (o que seria bem engraçado até).
No fim, João Vitor bateu mal e as galinhas acertaram o chute deles.

Homem a homem
Deola: jogou bem como sempre. Não comprometeu. Discutiu com o juiz. Brigou, lutou, incentivou, foi firme em todas as bolas. Tem a humildade de sempre deixar bem claro que a
posição é de Marcos, que quando ele voltar, o gol é dele. Quando São Marcos parar, teremos um guarda-redes à altura do clube.
Cicinho: fez o que pôde. O moleque não se intimida com cara feia.
Danilo: afobado e inconstante, poderia ter tirado a bola do lance da expulsão de outra forma. Mas com o calor do jogo, não o condeno. É difícil ver tanta injustiça e ficar quieto.
Thiago Heleno: entrou em campo disposto a lavar a alma. Não fez gracinha: enfiava o dedão na bola sempre que precisava. E é assim que zagueiro tem que ser. Alguma técnica deixa pro Dudu. Hoje em dia é bola pro mato. Se pegar o adversário, paciência.
Rivaldo: Gabriel deve estar com uma macumba PESADA pra perder posição pra esse cara. Depois do gol, deu uma de Lúcio e começou a se achar craque. Felipão poderia troca-lo tranquilamente por um cone ou 3 escanteios.
Márcio Araújo: é o novo Pierre. Ninguém o vê em campo. Ninguém narra seu nome. Não tem lances brilhantes. Mas quem presta atenção no jogo, sempre o vê anulando um jogador adversário quando o time está sem a bola e percebe algumas arrancadas inteligentes em direção ao gol quando tem espaço.
Marcos Assunção: se pudesse ter dois capitães em campo, ele seria um. Com a experiência dos anos, comanda o meio da campo e orienta o time inteiro. Joga quieto e faz seu papel. Não acertou o gol nas bolas paradas, mas deu perigo e o gol do Palmeiras saiu de seus pés.
Tinga: por que não Lincoln?
Valdívia: disparado o melhor em campo. O único que chutava de longe, driblava, brincava com seriedade, abria espaços. Se tivesse ficado até o fim do jogo certamente teria deixado uns 2.
Luan: não errou os gols como contra o Santo André, mas também não teve muitos espaços e, como é meio limitado, esbarrava no setor congestionado.
Kléber: sem um centroavante, fica difícil mesmo. Apanhou mais que prisioneiro de máfia. Quando resolveu fazer justiça com as próprias mãos, foi punido.
João Vitor: apesar de garoto, não se intimida. Marca firme e se infiltra na defesa adversária sem medo. Perdeu o pênalti porque bateu mal. Paciência.
Leandro Amaro: prata da casa, ontem jogou mais do que nunca em sua vida. Se posicionou bem e não brincou, não comprometeu. Estava no lugar certo no gol dos gambás, mas infelizmente não conseguiu tirar a bola.
Patrik: esforçado. Só isso.

Menção honrosa a Deola, Marcos e Felipão
Que Marcos é São e talvez tivesse pego uns 2 pênaltis, isso todo palmeirense sabe. Mas temos de tirar o chapéu para Felipão que deu a confiança que Deola precisava deixando-o o tempo todo em campo. Ao fim do tempo regulamentar, Marcos conversou muito com o arqueiro e passou as dicas que o beatificou. É preciso passar a bandeira. Marcos sabe disso. Infelizmente.

E agora?
Bola pra frente. Não vai aparecer nenhuma boa alma acartolada que anule jogos e incrimine um árbitro comprometido com o resultado. O tempo não para. Quinta tem o embalado Coritiba pela Copa do Brasil. Vai ser outra pedreira, palestrinos. E dessa vez não teremos Valdívida nem Cicinho.

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2 responses to “Vencedores mesmo quando derrotados

  1. Queria entrar em defesa do Danilo, Rivaldo, Tinga e Patrik..
    Costei do que o nosso amigo chiquiarce postou aki.. mais ele posi ponde de alguns atlets que naum aprovei.. e creiu que os Palmeirense de coração tbm naum..
    1º – DANILO – Jogou mto enquanto teve em campo.. sempre firme e sempre colocando medo nos atacantes rivais (principalmente naquele magrelo). Não se esqueça o que ele foi pra gente em 2008.. Heroi.. um Monstro em campo.. e quando ele ta com a 23 do PALMEIRAS eu me sinto seguro.. e vivo ensaiando uma canção aqui em casa FICA DANILO !!!
    2º – RIVALDO – Tdos nos sabemos que ele é limitado.. mais tbm foi guerreiro.. dividiu bola, correu, lutou, fez o que tinha que fazer.. foi digno e leal ao MANTO ALVI-VERDE.. vlw RIVALDO !!!
    3º – TINGA – Sempre entro em defesa dele em qualquer jogo que ele esteja em campo; Joga mto marca bem e apoia bem.. não é crack mais sabe joga direitinho.. Talvez naum era jogo pra ele começa.. mais o Lincoln ta fora de forma e o felipão pe rei sabia o que tava fazenu.. VlW TINGA !!
    4º – PATRIK – É novo, mais rem futuroo confio nela tbm.. não se esqueça vc palmeirense que ele foi o melhor em campo em mtos jogos do verdão esse anoo.. Pra mim vai ter futuroo.. dexa o muleque jogaa..
    VLW PATRIK

  2. Quanto jogo, pura e simplesmente, eu concordo plenamente que o Palmeiras deu um baile no Corinthians e, não fosse a tarde inspirada do Kuririn Julio César, poderia ter terminado uns 3, 4, 5, se Valdívia não tivesse saído ou Danilo não tivesse sido expulso.

    E mesmo com 1 a menos, jogou melhor e merecia vencer.

    Ponto.

    A arbitragem são outros 500, pra mim ela foi normal – até admito que poderia ter expulsado o Tite também, mas pára por aí – e desnecessariamente pressionada.

    Mas é isso aí, vamos esperar opiniões alheias.

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