4 pênaltis perdidos? Well, well, well…

Falando como a mídia

O Brasil desperdiçou 4 pênaltis e está fora da Copa América. Os jogadores reclamaram muito do estado do gramado, que os perjudicou nas cobranças.

Por um lado, o pessoal xinga e grita, pedem a cabeça do Mano, aquela coisa de sempre mais aqui, no post do Jeuken). Por outro lado, faz menos de 1 ano que o Mano é o técnico da seleção. 1 ano na seleção é muito menos que 1 ano em clube. São raros os dias de treino e muito mais raros os dias de jogo. Cada convocação tem jogador diferente. Então, até formar uma equipe demora mesmo. Eu, particularmente, prefiro este modo de ver. Que o trabalho está no começo.

Acho que falo por todos quando digo que esta seleção representa o que a torcida queria ver em campo. Claro que todos nós, como técnicos de futebol, temos nossas preferências por uma ou outra posição, mas de uma forma geral, a menos dessas peças pontuais, a seleção carrega o que o Brasil tem de melhor pra oferecer (nacional e internacionalmente).

Mesmo nas falhas há aprendizado. Pelo menos agora sabemos que tem coisa errada, tem jogador errado, logo mudanças são necessárias.

Falando como um realista

Eu lembro na minha infância, jogando bilhar com meu pai, às vezes eu “estourava” as bolinhas porque não tinha o que fazer. Ele me falava “não faça isso, a mesa tá ruim pra todo mundo”. O que isso tem a ver? Vejamos.

Ontem no jogo do Brasil x Paraguai, durante 120min o Brasil dominou o jogo. Driblou, chutou, correu… E, não fosse por algumas intervenções bem colocadas do goleiro paraguaio, o Brasil teria saído com a vitória.

Então, o gramado atrapalhou SÓ na cobrança dos pênaltis? E atrapalhou SÓ o Brasil? Os paraguaios treinam onde? No deserto? Na praia? Tá ruim pra todo mundo, amigo.

Errar 1, 2 pênaltis por causa de gramado, errar 1, 2 pênaltis por causa do emocional, errar 1, 2 pênaltis por falta de habilidade, é uma coisa. Errar QUATRO pênaltis é ofender a minha inteligência.

Sem paixonite, olhe o que Elano e André Santos fizeram quando erraram os pênaltis. Os dois fizeram uma ceninha típica de malhação, interpretando personagens, mostrando fisicamente que o campo tinha atrapalhado. Mas as expressões deles não foram de quem estava nervoso, chateado, abalado. Foi normal.

No UOL:

“Não posso dizer que o campo não tenha atrapalhado um pouco, mas não justifica”, disse Djalminha. “Por mais que o campo estivesse ruim, todos foram muito mal batidos”, endossa Evair.

“Normal”.

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