O preço da Copa…

Primeiro, Ricardo Corleone Teixeira queixou-se com Aécio Neves. Disse o nosso eterno Presidente que o Governo Federal está gastando muito pouco com a Copa2014. Foi o que ele disse!
Agora, vejo uma notícia no UOL: BNDES aprova 400 milhões para o Mineirão.
Pode ser só uma coincidência, e eu acredito que seja – Aécio Cocaína  Neves não tem tanto poder assim -, mas a notícia não deixa de ser ruim.
É a Copa da iniciativa privada, minha gente!!! Exatamente como prometeu (?) Ricardo Teixeira!!! …. não…. não é!

E o Don Teixeira pode falar o quanto quiser que a CBF é uma entidade privada, que ninguém fica fiscalizando o HSBC, por exemplo. Mas se a CBF é privada, ela também é isenta de impostos – que deveriam ser pagos ao Governo de nosso país – e representante máxima de um dos maiores símbolos e patrimônios desse país. Tem, sim, que prestar contas, ser dirigida com transparência, lisura e competência.

Mas voltando. Eu, brasileiro, estudante, amante do futebol, gostaria mesmo é que o BNDES fosse compatível com seu nome. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: Nacional, portanto da Nação, não dos empresários; Desenvolvimento Econômico e Social, os quais nem de perto serão trazidos pela Copa (Soccernomics e muitos outros livros e reportagens já mostraram).

Imagine se este dinheiro público todo (do BNDES e das isenções fiscais) fosse aprovado e utilizado com a mesma facilidade para algo realmente relevante e construtivo. Por exemplo ampliar escolas e construir outras tantas. Ou pagar cursos de capacitação para professores, aumentar (muito) o salário dos mesmos, desenvolver e produzir material escolar de qualidade (qualidade!), digitalizar as escolas. Quem sabe ampliar as vagas na universidade pública, aumentar as verbas para financiamento de pesquisa e intercâmbio. Ainda sobrariam milhões para realizarmos campanhas sérias desde a violência contra a mulher até a pedofilia, passando pela bebida no trânsito e pelas DSTs. Isso sem entrarmos na saúde pública universal, na desprivatização das estradas (cheias de pedágios caríssimos), no saneamento básico para as periferias, na prevenção de doenças, nas campanhas de educação no trânsito. Uma Copa do Mundo custa o mesmo, senão mais, que tudo isso.

A Copa é caríssima pelas cifras e, mais ainda, pelo que deixa-se de ser feito.

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