Maléodragem

Já houve um Brasil no qual a malandragem era meio de vida. Memórias de um Sargento de Milícias marca o começo desse malandro romântico, da literatura, dos filmes e das músicas. Na vida real a malandragem não é tão legal. O malandro não tinha muitas opções numa sociedade fechada, oligárquica, ainda pobre e se desenvolvendo. O malandro de hoje em dia é malandro por pura cara de pau. A malandragem deve ser deixada no passado da mesma forma que o voto de cabresto já foi.

Acontece que a malandragem é tão romantizada no Brasil, que burlar regras, ser espertalhão e se dar bem por esses meios é algo bom. É legal dar um jeitinho em tudo, o jeitinho brasileiro tão famoso. E no futebol não é diferente. Mas isso tem que acabar. O momento é outro, a malandragem é anacrônica agora.

Léo, neste domingo, aproveitou que Assunção ajudava Alan Kardec levantar e partiu livre com a bola. Ok, ele passou por outros jogadores, teve o mérito de um cruzamento perfeito e o Palmeiras o demérito de não marcar o Borges direito. Mas a jogada começou em uma malandragem. E, essa, não deveria existir.

Léo, você é craque o suficiente, e está em um time bom o suficiente, para ganhar normalmente.

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