2012 e o fim do mundo

Tem moleque, hoje, com 10 anos de idade, sonhando em ser jogador de futebol, que nunca viu o Palmeiras ser campeão.

E dificilmente verá.

O que a Parmalat fez no clube na década de 1990 foi algo surreal. Nem Mu$tafá Contur$i e sua gangue conseguiram estragar os planos da italiana.

Mustafá + Parmalat é apenas a ponta do iceberg, que, 12 anos depois, mostra como destruir um clube (campeão do séculos XX) em uma década.

Tanto é que o porco gordo é tão corrupto como todos os dirigentes desse país (políticos e clubistas em especial) que, enquanto a Parmalat estava por lá, em 3 anos seguidos (99, 2000 e 2001) corremos o risco de ser tri da Libertadores. De verdade. Só não fomos não por incompetência como aconteceu em 2006, mas porque o Boca estava arrasador.

E aí, quando parou de jorrar leite (durum-tss) lá prás bandas do Parque Antártica, o time caiu prá segunda divisão do Brasileiro em 2002. E o time nem era tão ruim – é só lembrar de Marcos, Arce, Alex, Muñoz.

Em 2003, quando voltamos do exílio, acabou o reinado do Mustafá. Pelo menos na teoria.

Quando Della Monica apareceu como grande salvador da pátria, na verdade ele era só um capanga do maledeto. E falando em Salvador, naquela época tinha também o Salvador Hugo Palaia.

Della Monica e Palaia foram os grandes responsáveis, durante dois mandatos de 2 anos, por trazerem aquela interminável política do bom e barato, implantada por Contursi em 2002, que dura até hoje, mas teve o auge em 2005/2006.

Em 2007 a coisa melhorou um pouco, com a chegada do Caio Júnior, depois de grande passagem pelo Paraná, e nos classificou para a Libertadores de 2008. Além de trazer Pierre.

2008 nos trouxe Belluzzo, a grande esperança de voltar a encher os cofres, Luxemburgo, a grande esperança de títulos, e a volta à Libertadores. Acontece que Luxa trouxe praticamente um time inteiro, incluindo nele Denílson, Kleber, Diego Souza, Henrique, resgatou Valdívia e Marcos em grande forma, e ganhou o Paulista, num episódio meio estranho de gás de pimenta no vestiário do SPFC na semifinal. Na Libertadores passou pelo clássico sufoco de bater o Sport nas oitavas e caiu nas quartas para o Nacional-URU. No campeonato brasileiro, como em todos os anos desde 2000, foi mero figurante.

Irracionalmente, em 2009 conseguimos perder Denílson, Henrique, Kleber e Diego Souza, em grande fase, saiu enxotado do Palestra no ano seguinte.

2009 foi um ano interessante. Apesar da queda precoce na Sulamericana, chegamos a ficar 15 pontos à frente do segundo colocado no Brasileiro. A diretoria fez a coisa certa: do elenco titular, comprou o passe de quem devia, pagou Danilo pra jogar contra o Atlético-PR (e ainda fez o gol da vitória), deu aumento pra outros… Tudo certo para o título, certo? Errado. Trouxe Vagner Love, o que gerou uma ciumeira no elenco, numa briga entre Obina (que vinha voando baixo) e Maurício (grata revelação da base que dava conta do recado muito bem), afastou os dois e o time começou a cair de produção.

Luxa foi demitido por “quebra de hierarquia”, num dos episódios mais bizarros desses 2 anos: Keirrison, a galinha dos ovos de ouro do Parque Antártica, negociava com a Europa e não jogava nada no Palmeiras. Luxemburgo decidiu que ele não jogaria mais por lá e a diretoria ficou ofendidinha. 1 ano e meio depois, o meninão mostrou que de futebol ele não tem é nada, e agora é empurrado de time em time, ninguém o quer.

Veio Muricy, não deu jeito no time (muito mais por incompetência da diretoria). Em 2010 tomou um sacode do São Caetano, do Antônio Carlos, de 4×1, num jogo em que claramente o time fez corpo mole pra derrubar M. Ramalho, que foi demitido, contrataram o Zago, que brigou com mais meio time, foi todo mundo prá rua.

Veio Felipão, que teve que aguentar tudo quanto é tipo de tranqueira, além dos novos tranqueiras na direção: Tirone e Frizzo. E Mustafá abrindo as asinhas atrapalhando o máximo possível todos os setores que podia: futebol, diretoria, Arena Palestra… Arena esta que já começou 2 anos atrasada e não teve nenhum tipo de ajuda do governo, haja vista como foi feito com o estádio do Corinthians. Pelo contrário: a WTorre teve que entregar milhares de documentos à prefeitura, alguns mais de uma vez, e, além da própria prefeitura atrapalhar e muito o andamento da obra, brigas internas quase causaram a saída da construtora, deixando um estádio pela metade, prédios destruídos e gramado no terrão.

Rogério Dezembro, dito diretor de marketing do Palmeiras, saiu pelas portas do fundo e assinou com a WTorre.

Em meio a tantas brigas, o time sucumbiu na Copa do Brasil, em mais um vexame na história recente, 6×0 contra o Coritiba, no Paulista até que foi aguerrido, e no Brasileiro chegou a correr risco de rebaixamento.

Antes da virada de 2010 para 2011, o Palmeiras ainda conseguiu brigar com a Samsung, encerrando um contrato bom de forma desonesta, para assinar com a FIAT, afastando, assim, um possível reforço de peso para o futuro. Todos sabemos que no mundo dos negócios não se pode menosprezar ninguém.

Estes anos pífios, e em especial 2011, sujou muito a imagem do Palmeiras aqui e lá fora. Além de tomarmos balão do Fluminense e de tantos outros times, para onde os jogadores preferem ir ao nivés da rua Turiassu, estamos perdendo queda de braço para todos os outros na hora da contratação e perdendo os nossos talentos. Pierre, o ídolo de 2009, foi renegado e agora quer ficar em Minas. O constante barril de pólvora da diretoria do Palmeiras, agressão contra jogadores por torcedores, brigas tanto internas quanto externas, o rolo do Kleber, falta de dinheiro, já que não somos os maiores beneficiados do país (aqui e aqui), tem tornado o Palmeiras uma empresa com risco real de falência.

Já não temos a Unimed, que pagava 40% do salário do Felipão, FIAT não vai renovar, e está difícil encontrar quem queira estampar seu nome no manto verde.

A mesma diretoria que fez Felipão aguentar um ano inteiro com jogadores que não merecem trabalhar nem como gandulas, prometeu filé mignon para 2012 mas pelo jeito vai servir dobradinha.

Pra piorar, a chapa da Situação está indo contra a diretoria, liderada por Mustafá, e sofre também com a Oposição, sem contar as ratazanas que trabalham por lá, que fazem questão de exteriorizar todo tipo de problema interno e ajudar a melar qualquer negociação. O Sapo Gordo ainda vem a público dizer que se fosse candidato, seria eleito. Ou seja, o cara estragou o clube para voltar à presidência. E todo mundo joga a merda para a imprensa, a mesma que é conhecidamente corintiana e ama falar mal do Palmeiras.

Como se não bastasse o Palmeiras perder para ele mesmo.

Palestrinos, infelizmente a realidade é essa: 2012 será outro daqueles anos, como foi 2005. Seremos meros coadjuvantes. Sem patrocínio, sem diretoria, sem jogadores, sem estádio. Temos apenas Felipão. E São Marcos é cada vez mais santo, por ainda aguentar esse clube.

Fodidos estamos nós, torcedores, que não temos outra alternativa.

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