Palmeiras 3 x 3 São Paulo

No tradicionalmente odiado calor infernal de Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul, Paraguai, o Palmeiras mandou seu jogo e escolheu usar o segundo uniforme – branco – forçando o São Paulo a usar uma roupa escura, como já tinha feito com o Corinthians ano passado. Os sãopaulinos reclamam, mas há de se convir que o Bigode ainda dá sinais de perturbar o adversário com suas táticas dignas de guerra.

Há muito tempo não se via um clássico como o de hoje, acho que o último melhor foi Palmeiras e Corinthians pelas semifinais do Paulista de 2011. Os dois times mandaram a campo o que tinham de melhor disponível, mas sabendo que sem Marcos, Valdívida, Ceni e Luís Fabiano não seria a mesma coisa.

Mesmo entrando mais defensivamente, o Palmeiras era quem mais dava trabalho, e logo aos 2min já encontrou um gol numa falta batida cirurgicamente por Daniel “Barril” de Carvalho. O São Paulo veio na mesma toada, com 3 volantes no meio de campo, mas percebia-se claramente que nenhum deles sabia o que estava fazendo ali. Leão gosta de improvisar, e colocou o Casemiro de armador. Se nem o telespectador conseguia falar quem eram os atacantes do time, imagine os jogadores em campo.

O jogo inteiro foi lá e cá: 1 x 0, 1 x 1, 2 x 1, 2 x 2, 3 x 2 e 3 x 3.

Olhando do lado de cá, até parece que foram dois bailes táticos e até voltamos à época de antes do futebol moderno, mas o que se viu em campo foi uma desorganização sem tamanho.

A zaga do Palmeiras estava num sono fora do comum. Henrique era o mais lúcido, mas desanimou quando cansou de jogar sozinho no meio de uns cones. Cicinho parecia que tinha comido uma feijoada antes: não marcou, não apoiou, não fez nada. Aliás, fez: um pênalti. Juninho do outro lado, outro nulo. Assunção, sempre o melhor em campo, dormiu o tempo todo e não acertou nenhuma bola parada. João Vitor era quem fez o papel do lateral ofensivamente, mas ele é volante, e é o João Vitor. Márcio Araújo correu, correu, correu… Barcos era o único sopro de criatividade do time, juntamente com Maikon Leite e Carvalho. Os 3 infernizaram a vida da sofrida zaga do SP. Finalmente temos um centroavante, palestrinos. E ele bate com as duas pernas.

O SPFC era uma desorganização generalizada. O time inteiro parecia composto de volantes, ninguém conseguia executar suas funções. Piris errou tudo que tentou, e o tal do goleiro Denis parece que joga com um Ceni em cada pé. Frágil demais. Casemiro e Jadson tinham ordens pra fazer tudo, e não fizeram nada. Lucas correu. E foi só. O time não tinha um batedor de falta, um centro avante, nada. Foi aí que Fernandinho entrou e começou a correria. Só isso também.

Graças à desorganização defensiva de ambos os lados, foi um empate bem justo. Em outros tempos, poderia-se esperar duas coisas desse jogo: Palmeiras tomando um pacote DAQUELES (muito mais por demérito do alviverde) ou tomar o 4º e o 5º nos acréscimos do segundo tempo. Grazie a San Genaro parece que isso acabou.

De qualquer forma, ambos devem terminar a primeira fase entre os 4 primeiros e nos presentearem com jogos como os das semifinais do ano passado.

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