Adriano, o que fazer?

Atletas se machucam e adoecem!
Atletas não são deuses, não vivem no Olimpo, são humanos e tem seus corpos e mentes levados ao extremo.

E o que acontece quando um jogador de futebol rompe ligamentos, quebra uma perna, estira um músculo ou coisa parecida? Clube e imprensa consultam médicos: o clube para descobrir quanto vai custar o tratamento – e executá-lo – e a imprensa para dizer ao torcedor o quão grave é a lesão e quando o atleta voltará aos campos. Problemas musculares, de ligamento, pubalgia, câncer? Mesma coisa: diagnóstico, solidariedade ao atleta, tratamento, estimativa de volta, cura ou melhora, volta aos campos.

Mas e quando um jogador de futebol, que já é estigmatizado pela hipocrisia de boa parte da população, tem uma doença como depressão e/ou vício em drogas?  O processo, nesse caso, é completamente diferente. Se o jogador for um Zé Ninguém, ele some do futebol aos poucos e cai no esquecimento. Caso seja um craque rico e famoso (situação do Adriano), o jogador é contratado como se suas doenças fossem frescuras, como se a solução dependesse apenas da boa vontade dele e como se o talento fosse maior que os vícios e a depressão.

O Adriano é, sim, alcoólatra. É, sim, dependente das noitadas regadas à álcool e sabe-se lá mais o que. Tem, sim, um quadro grave de depressão. Se fica em casa vendo filme e tomando chá verde, entra em crise de abstinência. A depressão já observamos com clareza desde que ele saiu da Itália, sem mais nem menos, para visitar a favela onde morava na infância e juventude.

Alcoolismo e depressão são doenças bem graves. O Corinthians tratou o atleta – tentando prepará-lo fisicamente – mas não tratou o homem, o humano. Nenhum clube pode exigir de Adriano um bom futebol, responsabilidade e seriedade no trabalho, gols e dedicação quase integral. Nenhum clube pode exigir isso como não se exige bons jogos de atletas com os ligamentos do joelho lesionados. Adriano é doente! O clube que contratá-lo deve diagnosticar suas doenças com um bom médico e tratá-las. Três meses, seis meses, um ano. Em algum momento, se o tratarem física e psicologicamente, o “Imperador” não mais será deprimido e alcoólatra e voltará a jogar futebol como de costume.

Enquanto as doenças dele forem tratadas com hipocrisia e preconceito, só haverá desperdício de dinheiro e frustração.

Anúncios

One response to “Adriano, o que fazer?

  1. No SPFC ele deu muito trabalho com o álcool! Tanto é, que na volta dele (quando saiu da Roma) foi cogitada a possibilidade dele voltar ao SPFC e a diretoria foi taxativa, NÃO.
    Não entendo porque nenhum jornalista não afirma que ele é alcoólatra. Aonde está a família desse cara que não vem a publico e diz oque acontece ou oque está acontecendo.
    Resumindo, mais um bom jogador vencido pelo álcool.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s