O torcedor de futebol é exatamente assim. Quando o jogador faz um gol está apenas cumprindo os desígnios de alguém na arquibancada. Ele se projeta na imagem do ídolo, mas com uma solene diferença: não desperdiça jamais uma bola. Quicou na frente dele, não tem castigo: é gol. Por isso, o torcedor é tão impiedoso com as falhas do seu herói. Falo por mim. Eu mesmo, quando moço, do alto da arquibancada, nunca errei um passe e muito menos um chute. Cheguei a perder a conta dos gols que eu fiz com os pés que nunca foram meus.” (Armando Nogueira, O Estado de São Paulo, 1993.)

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