Santos e Corinthians – Intervalo

Acabou o primeiro jogo.

Corinthians:

Como era esperado, dominou o meio campo. Dai a pressão corinthiana no começo do jogo e o sumiço do Santos, que não atacava.
Ninguém dava bote no Neymar, quando dava tomava o drible – como o Alessandro que levou um drible da vaca, mas o lance parou por ai. Parece que aprenderam.  O 11 tinha que buscar a bola no círculo central, muitas vezes nem assim recebia.
O domínio de meio campo do Corinthians causava isso, e tudo piorava porque Arouca não apareceu. Jorge Henrique marcava os volantes santistas. O passe em diagonal do Ganso não funcionou nesse jogo, mérito do curíntia.
O posicionamento é mérito todo do Tite (e da disciplina dos jogadores): se o Santos partia com a bola para o ataque, encontrava dez jogadores: dois jogadores na frente de duas linhas de quatro, às vezes duas linhas de três e uma de quatro. Não havia espaço para o Santos jogar pelo meio, pelas laterais nem adiantava: cruzamento era certeza de bola na mão do altíssimo Cássio. Qual a saída?
Nesse sistema, o Corinthians não levou perigo ao gol do Santos. Isso é verdade. O tento saiu em um pique do Paulinho, jogador importantíssimo pra esse time, que desconfigurou a defesa do Peixe. Henrique não estava marcando ninguém, Emerson ficou sozinho e teve tempo e espaço para fazer o golaço que fez.
Gol importantíssimo para o Corinthians, que depois se fechou, ainda mais depois da expulsão de Emerson (que vai fazer falta caso o Corinthians tome gol semana que vem).

Santos: 

Entrou em campo com o time titularíssimo. Até Ganso! Os titulares tinham descansado (menos Neymar e Rafael, na Seleção), Arouca e Ganso vinham de lesão/cirurgia, Léo não foi nem relacionado. Nada disso explica nada. Isso é muleta, como diz Muricy: se der essa desculpa pro jogador, ele se apóia nela e não joga bem.
O Paulo Henrique, que era dúvida por conta da cirurgia, foi o melhor em campo. Ele e o Adriano. Organizavam o time, punham a bola no chão e ameaçam criar alguma coisa, Ganso até dava instruções aos colegas, broncas e passes sensacionais nunca aproveitados.

Birner colocou todo o “desastre” na conta do Elano, que não desarmava o Corinthians nem armava o Santos. Pode ser, tanto que Muricy escolheu tirá-lo ao invés de Henrique – que jogava mal mas era importante na jogada aérea. Acho que o problema do Santos foi o Arouca não ter jogado bem. Ele é quem pode sair em velocidade e começar uma jogada já mais redonda para Ganso ou Elano darem o último passe e Neymar ou Kardec marcarem. Ou mesmo Borges, que entrou no segundo tempo. Ou Felipe Anderson. Ou Dimba! Não podemos dizer que o Muricy não tentou, ele colocou muitos jogadores na frente, ele buscou o gol. Não aconteceu.

Kardec não jogou mal, ele não tem culpa de nada. A bola é que não chegava, ele “jogava” isolado. O problema foi o meio campo. E ai, poxa, não adianta socar atacantes, só adianta dominar o meio campo – e que peça de manobra o Santos tem? Nenhuma! Os laterais do Santos também não são tão bons – Juan é medíocre e Henrique joga improvisado. Além disso, a jogada lateral não era uma boa já que Cássio ganha todas pelo alto. A saída era o meio? Impossível! O Corinthians congestionava o setor e o Santos nunca passava.

As melhores jogadas do Santos saíram pelo lado e pelo chão, como com o Adriano de ponta esquerda malucão. É ai que entra Neymar e Ganso: jogadas pelo lado, tentativa de tirar um ou dois adversários da jogada (como Adriano fez) e o último passe para alguém chegar chutando – Borges, Alan Kardec, Elano, enfim. Aquela jogada clássica do Winning Eleven e do FIFA no video-game.

Palpite: 

Já era para o Santos! Corinthians chega na sua primeira final.
Os próximos mandantes não tomam gol, parece que nem mesmo do Santos.
Se Muricy estudar a defesa corinthiana e conseguir comandar um treino preciso para quebrá-la (como Tite comandou um treino preciso para quebrar o ataque santista), se Arouca jogar bem, se Ganso e Adriano mantiverem o bom desempenho, se Alan Kardec não jogar isolado…talvez o Peixe faça um gol. Ai o jogo pega fogo.

A chance é pequena.
Mas se a responsabilidade era toda do Santos, agora é toda do Corinthians. E a torcida muitas vezes acaba saindo pela culatra.

Se o nome do time é Santos…é bom já começar a rezar!

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