Alvinegros vovôs na Libertadores – Intervalo (2)

Essa foi a imagem do jogo da Vila Belmiro.

O Corinthians foi disciplinado taticamente, não se arriscou. Ralf e Paulinho são onipresentes em campo, é impressionante. Jorge Henrique marcou Juan, os volantes corinthianos seguraram o jogo, mas não só eles: todo mundo marca nesse time, todo mundo.
Em uma das poucas vezes que o time se arriscou, Alex e Paulinho fizeram uma jogada que, depois do pique do volante, terminou nos pés de Emerson, que estava sozinho porque Henrique não marcava ninguém. O 11 teve tempo de ajeitar, olhar para o gol e chutar. Um golaço!
Na defesa o Corinthians congestionou o meio, marcava impressionantemente. Como dominou o meio campo – com Ralf, Paulinho e Danilo – a bola não chegava para Ganso e Elano trabalharem. Elano, aliás, que não apresentou nada durante o primeiro tempo inteiro. Neymar foi posto para jogar no meio, onde uma parede corinthiana não deixava nada acontecer. Foi um breque tático, que parou o Santos, somado à exaustão de Neymar. O 11 do Santos tentava ir até o meio de campo buscar a bola, o que não pode dar certo, e quando esperava na frente ou não recebia ou então a bola chegava quente, com ele muito marcado. Alan Kardec não está com espírito (tu dum tss) de goleador e ainda por cima jogou isolado.
Ibson faz falta no Santos, ele poderia ser uma opção para ocupar o meio campo.
Pelos lados o Santos não podia fazer nada, com um lateral improvisado (Henrique) e outro muito marcado (Juan) – que só conseguiu jogar quando ajudado por Adriano. No meio, fez falta o jogo do Arouca, que pode desequilibrar quando parte com a bola até a intermediária.

No próximo jogo o Corinthians tem duas opções:
– colocar Willian no lugar de Emerson e manter o esquema do primeiro jogo, com marcação apertada, sem deixar o Santos jogar, e com Cássio soberano no gol. Esperando, com isso, um lance como o do primeiro jogo para complicar a vida do Santos.
– colocar um terceiro zagueiro e segurar o resultado, esperando um contra-ataque para sacramentar a classificação.

o Santos pode:
– jogar com 3 zagueiros e deixar Arouca jogar mais ofensivo (pouco provável).
– deixar Elano no banco, trazer Alan Kardec para a posição dele e deixar Borges no ataque com Neymar.
– jogar com 3 zagueiros, liberar Arouca e os laterais, além de colocar Borges no lugar de Elano, jogando com três atacantes em um 3 – 4 – 3
– Manter dois zagueiros,  os dois laterais, os dois volantes, mas colocar Alan Kardec no meio, porque apesar de Neymar ficar sozinho, o Santos pelo menos tenta arrumar o meio campo, que em geral é todo do Corinthians.

A única e pequena esperança do Santos é fazer gols, claro. Mas principalmente porque esse time do Corinthians não toma gol a seis jogos, só tomou dois na Libertadores. É um time consistente, coletivo e que sabe se defender. O que significa que se eles precisarem fazer gols, podem não saber como agir, eles não sabem como é estar atrás no placar, não jogaram assim ainda – principalmente em um segundo jogo de semi-final de Libertadores. Nesse cenário, a torcida tem que ser cirúrgica para não atrapalhar com pressão desnecessária.
 

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